domingo, 23 de agosto de 2015

Avianca

José Efromovich, presidente da Avianca Brasil, em seu escritório em São Paulo
 
A solução que o empresário José Efromovich, 60, encontrou para não tomar um calote foi o que abriu as portas para a criação da Avianca Brasil. Em 1998, ele e o irmão German atuavam –e ainda atuam– com prestação de serviços de engenharia para empresas petrolíferas. Um cliente que não podia pagar ofereceu dois aviões executivos como pagamento. Para não ficar no prejuízo, eles aceitaram.
"Era melhor ter dois aviões do que nenhum dinheiro no banco", diz. Hoje a empresa opera na aviação comercial com 41 aeronaves na frota. No ano passado, transportou 7,8 milhões de passageiros e faturou R$ 2,4 bilhões. Foi a quarta maior companhia aérea em participação de mercado no país em 2014, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), à frente da Passaredo e atrás de TAM, Gol e Azul. Apesar dos números, o negócio ainda opera sem dar lucro. "Esperávamos equilibrar as contas em 2014, o que não aconteceu. Tudo indica que neste ano vamos zerar o caixa", afirma Efromovich. O valor do prejuízo não foi divulgado. Em 2015, a companhia espera crescer 13% por conta da substituição de oito aviões Fokker com cem lugares por oito Airbus com 162 poltronas.No começo, os dois aviões de seis lugares eram usados para transportar equipes do Rio de Janeiro para Macaé (191 km da capital fluminense), onde ficavam os clientes petrolíferos. Conforme amigos e clientes começaram a pedir caronas nos trajetos, o empresário percebeu uma oportunidade de negócio e fundou uma empresa de táxi aéreo, a OceanAir, que em 2010 passou a se chamar Avianca Brasil. Além da Avianca, Efromovich e o irmão são donos do grupo Synergy, que possui empresas na área de petróleo, energia, construção naval e medicina. Em conversa com o empresário, o UOL listou cinco lições de negócios com base em sua trajetória empresarial. Transformar uma crise em oportunidade foi apenas o pontapé inicial. Veja abaixo.
Fonte: uol.com
 
 





sexta-feira, 15 de maio de 2015

Como Funciona os Telões dos Estádio Mais Moderno do Brasil

Conheça quem comanda e como funciona os telões dos estádios mais modernos do Brasil
12/05/2015 14:28
TriCaster garante conteúdo de qualidade nos telões e diverte público durante jogos


Seguindo padrões das principais arenas do mundo, a administração do moderno complexo escalou o TriCaster, sistema de conteúdo que mescla informação e entretenimento e gerencia o conteúdo para os dois telões da arena. O objetivo é manter o torcedor empolgado, como peça participante do evento, e cada vez mais presente na arena palmeirense.
Antes das partidas, diversas atrações agitam o pré-jogo dos palmeirenses. Além de uma animada seleção de músicas, escolhida de acordo com o perfil do torcedor alviverde, imagens com declarações de jogadores e palmeirenses ilustres e duelos históricos do Verdão aparecem constantemente no telão. Há também a transmissão ao vivo direto dos vestiários, mostrando a chegada da delegação ao estádio. Mas o espaço maior é destinado aos torcedores.
Para agitar a arquibancada antes dos jogos, no intervalo e depois das partidas, o estádio promove ações de entretenimento incentivando os torcedores a cantar o hino do Palmeiras, participar de enquetes e enviar fotos no estádio.
As seções "câmera do beijo", "festa no chiqueiro" e "famiglia palmeiras" são algumas das atrações fixas que já empolgam os palmeirenses. E quem comanda tudo no meio da galera é Yuri Magalhães, ator de 23 anos que foi o escolhido para ser o "Reporco".
Na cabine, no último andar da arena, o espaço de trabalho responsável por captar a emoção e o clima do estádio ganha camisas do Palmeiras. Ali, a diretora comanda as ações e mantém comunicação constante com Yuri e os produtores no gramado, que ficam em um dos setores do estádio procurando por personagens, além de gerenciar toda a equipe dentro da sala para levantar a torcida e entregar um conteúdo de primeira.

Assista à entrevista completa aqui: 
http://goo.gl/Sfm7sR
Matéria de acesso dia 12/MAi/2015 às 9h56.

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Postado em Notícias por Michel Vieira
Fonte: www.seegma.com.br

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Micose

Zilda Najjar Prado de Oliveira é médica dermatologista do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo.

Os fungos são estruturas simples que existem na natureza há milhões e milhões de anos. Encontrados em todos os ambientes, estão permanentemente em contato com nossa pele e mucosas externas, mas não provocam nenhum tipo de reação patológica, porque vivem na camada constituída pelas células mortas e nosso organismo entra em equilíbrio com eles. Sob certas circunstâncias, porém, pode abrir-se uma porta, por onde os fungos penetram e provocam uma infecção chamada micose, que é completamente diferente das infecções causadas por bactérias e vírus.
De preferência, as micoses desenvolvem-se na pele, no couro cabeludo e nas unhas, áreas mais úmidas e ricas em queratina, que se


transformam no habitat ideal para os fungos se desenvolverem. Micoses exigem tratamento prolongado e persistente, sob a orientação de um médico dermatologista. A melhor forma de preveni-las é cuidar da higiene e evitar situações que possam favorecer a infecção por fungos.
CANDIDOSE (OU CANDIDÍASE)
Drauzio – Qual é a primeira micose que a pessoa pode pegar na vida?



Zilda Najjar Prado de Oliveira – A primeira micose é a candidose
(imagem 01), popularmente conhecida como sapinho. Causada por um fungo – a cândida – caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas bolas brancas que podem formar placas principalmente na língua, mas também nos lábios e, às vezes, fora da boca.
A cândida é um fungo oportunista, normalmente encontrado em nossa boca, intestinos e nas vaginas das mulheres. Ela pode desenvolver-se porque a criança teve uma diarreia e colocou a mão contaminada na boca, ou porque o bico do seio, as mãos da mãe ou algum objeto (bico da mamadeira, chupeta) estão infectados. Portanto, a doença tem caráter endógeno, isto é, sua origem está no próprio organismo da criança, ou caráter exógeno porque pode ser adquirida pelo contato com alguma superfície contaminada. Por isso, é importante esterilizar bicos de mamadeira e chupetas e prestar atenção nos brinquedos que a criança põe na boca.
Drauzio – A candidose, ou candidíase como a infecção era conhecida no passado, pode aparecer logo após o nascimento/?
Zilda Najjar Prado de Oliveira – Não logo após o nascimento, mas nos primeiros dias de vida. Geralmente, ocorre quando a criança tem

um ou dois meses e entrou em contato com o mundo do lado de fora do útero materno.
Esse distúrbio que permite o desenvolvimento de fungos presentes no nosso organismo, ou das bactérias que adquirimos do ambiente, tende a melhorar com o crescimento. No entanto, embora não seja o habitual, uma queda de imunidade pode fazer com que a criança tenha sapinho novamente aos cinco, seis meses de idade. Às vezes, a mãe ou a babá têm cândida na vagina e contaminam as mãos, e é isso que promove a reinfecção da criança.
Drauzio – Um cuidado tão simples como lavar as mãos antes de lidar com a criança, na verdade, é a melhor profilaxia que existe para o sapinho.
Zilda Najjar Prado de Oliveira – 

Outro cuidado é não ficar beijando o nenê, especialmente se a pessoa for portadora de algum problema.
Drauzio – Como se trata o sapinho na criança?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – O tratamento do sapinho é feito com cremes antifúngicos de uso local.

Drauzio – Candidose é uma doença que não afeta apenas as crianças e pode ser grave em pacientes adultos imunodeprimidos.

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Principalmente nos pacientes com AIDS, a cândida provoca quadros gravíssimos e as lesões se manifestam não só a língua, mas no esôfago, em todo o trato gastrintestinal e na região do ânus. Quando a imunidade está comprometida, ela age com toda a força e não responde ao antimicótico de uso local. Por isso, pessoa com forma muito agressiva da doença necessita de remédios por via oral e, às vezes, por via endovenosa.
CANDIDOSE ANGULAR

Drauzio – A cândida também é responsável pelo aparecimento da boqueira nas crianças?
Zilda Najjar Prado de Oliveira – A boqueira, ou candidose

angular, acomete não só as crianças, mas também os adultos, principalmente os idosos, porque os cantos da boca vão caindo com o tempo. O excesso de saliva acumulado no ângulo formado pelos lábios superior e inferior e, muitas vezes, provocado pelo uso de aparelhos ortodônticos ou próteses dentárias mal ajustadas favorece o aparecimento dessa infecção também causada pela cândida presente na boca e que tem preferência por ambientes úmidos.

Drauzio – O tratamento para a candidose angular é o mesmo do sapinho?
Zilda Najjar Prado de Oliveira – 

É feito do mesmo jeito, mas é

 importante evitar a umidade que se acumula nos cantos da boca. A cândida é um fungo oportunista que se desenvolve em áreas úmidas da pele. Às vezes, manter o local afetado mais seco é suficiente para resolver o problema. Se não for, antimicótico de uso tópico é o medicamento indicado.

PARONÍQUIA
Drauzio – Que outros tipos de micose a cândida pode causar?
Zilda Najjar Prado de Oliveira

Tanto as crianças quanto os adultos podem desenvolver paroníquia, ou seja, um tipo de candidose que se manifesta na cutícula em volta da unha. A imagem 02 mostra
 essa infecção no segundo e no quarto dedo, que estão bastante inchados. Diferente da micose de unha, na paroníquia, a cândida afeta primeiro a cutícula e só mais tarde provoca alterações na unha.
Crianças que vivem com o dedo na boca e adultos que lidam muito com água são os pacientes de risco. Por isso, estão predispostas a ter unheiro as donas de casa que trabalham sem luvas e ficam com as mãos úmidas por longos períodos.
Drauzio – Não seria exagero dizer que a umidade é amiga das micoses em geral.

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Umidade é fator importante para o desenvolvimento de micoses, porque deixa a pele mais fina e mais frágil, o que facilita a penetração do fungo.
TINHAS
a)    no couro cabeludo
b)     
Drauzio – Depois da candidose que acomete crianças e adultos, quais são as micoses mais frequentes?


Zilda Najjar Prado de Oliveira – São as tinhas, micoses que se manifestam tanto nas crianças quanto nos adultos. Elas acometem frequntemente o couro cabeludo das crianças, provocando queda de cabelos na área afetada. Nas imagens 03A e 03 B, aparece uma lesão típica da tinha com bordos regulares e descamação de pele.


















Os pais sempre perguntam como a criança pegou esse tipo de micose. Pegou de outra criança ou de animais de estimação que vivem dentro da casa. Por isso, é importante verificar se o cachorro da família apresenta falhas de pêlo.
Embora adultos raramente tenham a doença, pessoas com AIDS ou com o sistema imune debilitado por qualquer outro motivo podem apresentar esse tipo de infecção fúngica.
Drauzio – Qual a diferença entre a lesão provocada pela tinha e a lesão característica da alopecia areata, quadro em que ocorre também a queda de cabelo em algumas regiões do couro cabeludo?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – A principal diferença é a descamação que ocorre na micose e não ocorre na alopecia areata (ou “pelada” como é comumente chamada). Quanto à queda de cabelo, é bastante parecida nos dois casos.
Em outras palavras: na alopecia areata, a pele do couro cabeludo é brilhante e não há descamação; na região das tinhas, porém, formam-se casquinhas parecidas com a caspa.
Drauzio – As tinhas também causam a perda da barba em algumas áreas do rosto?

Ziilda Najjar Prado de Oliveira – Na maioria das vezes, a causa é a alopecia areata, que provoca queda dos peos, não coça e pode estar relacionada com problemas emocionais. Em alguns casos, porém, a perda de peos na barba ou em outras regiões do corpo é causada pela tinha, um tipo de micose por fungos, que deixa a pele avermelhada, com descamação e prurido.
Drauzio – Micose é uma infecção de pele muito frequnte?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Nós somos muito afeitos a micoses, tanto que merecem exame micológico todas as lesões de pele que descamam. Por isso, ao estabelecer o diagnóstico numa lesão de pele, devemos sempre pensar na possibilidade de ser uma micose, uma doença frequente nas crianças e nos adultos. Atualmente, o interesse maior pela prática esportiva e pelo contato com a natureza tem aumentado o risco de exposição a ambientes contaminados por fungos.
Drauzio – Em que outras áreas do corpo as tinhas podem instalar-se?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – As tinhas podem acometer qualquer área do corpo. Nos adultos, é comum aparecerem na virilha, que fica vermelha e costumam ser confundidas com assaduras ou alergias provocadas pelo contato com a calcinha ou a cueca.
As tinhas também se manifestam com frequência no vão entre os dedos dos pés. Nesse caso, são popularmente chamadas de pé´de atleta.
b) nas virilhas (tinha crural)
Drauzio – A tinha que se manifesta nas virilhas também é chamada de micose dos nadadores. Por quê?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Como a infecção fúngica pode passar pela água contaminada, a pessoa que nada e fica com o calção ou maiô molhado por muitas horas está mais sujeita a desenvolver essa micose na virilha. Na verdade, até mesmo quem não faz natação pode ser infectado. Diferentemente da cândida, um fungo que habita nosso corpo normalmente, as tinhas são transmitidas por fungos que estão no ambiente externo e infectam nossa pele.
Drauzio – Como é feito o tratamento das tinhas?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Quando as tinhas acometem o corpo inteiro, o tratamento exige a indicação de remédios por via oral. Quando estão localizadas só nos pés ou só na virilha, bastam antimicóticos de uso local.
O tratamento é simples e deve ser mantido por duas ou três semanas para evitar que a micose se instale novamente. O problema é que, muitas vezes, é abandonado antes do tempo, porque a lesão costuma melhorar em dez dias e as pessoas acham que estão curadas.
Drauzio – Quais as consequências do uso indiscriminado das pomadas com cortisona no tratamento das tinhas?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – As pomadas com cortisona não deveriam ser usadas nas micoses, porque agem como alimento para os fungos que acabam desenvolvendo formas mais resistentes. No entanto, como nas primeiras aplicações a cortisona melhora a irritação cutânea, as pessoas acham que é um remédio eficaz no tratamento da micose.
Drauzio – Essa é uma lógica um pouco perversa. Ao passar pomada com corticoide, a pessoa sente alívio imediato da coceira, embora esteja apenas camuflando a lesão provocada pela micose.

Zilda Najjar Prado de Oliveira – O problema é que a micose melhora, mas volta, ao passo que as alergias que se manifestam na virilha pelo contato com a calcinha, a cueca ou por produtos usados na lavagem das roupas, regridem mesmo com o uso de corticoides. Portanto, se a lesão melhorou, mas reapareceu, o ideal é procurar um dermatologista para diagnóstico e tratamento adequados.
Drauzio – Nos casos de tinha crural, isto é, da micose na virilha, que cuidados devem ser tomados com as roupas?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – O ideal é a pessoa não ficar com maiô ou calção molhado depois da praia ou da piscina, porque provavelmente a água estará contaminada por fungos e a umidade não só é um fator desencadeante da infecção, como piora as micoses já existentes.
Drauzio – Há necessidade de ferver a roupa?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Não há necessidade. Basta lavar a roupa como de costume, deixá-la secar ao sol e passá-la com ferro quente. Quem mora em apartamento deve pendurar as peças no varal por bastante tempo. Usar a secadora não resolve, porque o calor é úmido e o fungo se dá bem nesse ambiente. Ele não gosta é de calor seco.

c) pé de atleta ou frieira
Drauzio – Quais as características principais da micose que se instala nos dedos dos pés?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Comumente chamada de frieira ou pé-de-atleta, a micose que aparece entre os dedos dos pés é de resolução demorada, porque geralmente o pé está úmido e umidade é um elemento favorecedor da instalação de micoses.
Às vezes, porém, o excesso de umidade nos pés faz com que a pele entre os dedos se solte e as pessoas passam anos tratando a lesão como se fosse uma micose. Só é micose, quando a pele descama, racha e aparecem bolhinhas cheias de líquido.
Drauzio – Qual é o tratamento para o pé de atleta?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – O tratamento para a tinha dos dedos dos pés é prolongado e exige persistência durante um mês, um mês e meio na aplicação local de antimicóticos, sob a forma de solução não oleosa ou spray. Não há necessidade de tomar remédios por via oral.
Outro cuidado importante para evitar esse tipo de micose é manter os pés secos. Pessoas que suam muito nos pés devem usar meias de algodão, passar talco para absorver um pouco a umidade e tirar os sapatos assim que chegam em casa.
Drauzio – Crianças e adolescentes usam tênis praticamente o dia inteiro. Isso pode favorecer o aparecimento de micoses nos pés? 

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Os tênis funcionam como uma estufa que produz o calor úmido ideal para os fungos se desenvolverem. Por isso, quem quer ou precisa usar tênis durante muito tempo deve preferir as meias de algodão, que absorvem um pouco o suor, e deve passar talco nos pés.

Drauzio – A micose pode não ficar restrita aos dedos dos pés, virilhas e couro cabeludo, e espalhar-se pelo corpo todo (imagem 04). Por que isso acontece?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Dificilmente um fungo é suficientemente agressivo para provocar infecção no corpo inteiro. 









Em geral, a infecção se espalha por autoinoculação, ou seja, a pessoa coça o local onde está instalada a micose e leva o fungo para outras áreas do corpo. Indivíduos imunodeprimidos, como os portadores de HIV, podem apresentar esse quadro, porque seu sistema de defesa está debilitado. Nesses casos, não adianta só o tratamento local. É preciso prescrever remédios por via oral durante três semanas ou um mês. Interromper o uso da medicação ao primeiro sinal de melhora é contraproducente, porque micose mal tratada volta e cria resistência.
PITIRÍASE VERSICOLOR

Drauzio – As imagens 5 A e 5 B mostram dois casos com características diferentes da pitiríase versicolor. Num deles, a doença é exuberante e, no outro, acomete as pernas, embora o mais comum seja esse tipo de micose manifestar-se no tronco.

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Esse tipo de micose se chama versicolor, porque as lesões com descamação bem fininha podem ser de duas cores: nas peles claras, as manchas são mais escuras e, nas peles morenas, são esbranquiçadas.
Drauzio – Quais regiões do corpo são mais acometidas pela pitiríase? 

Zilda Najjar Prado de Oliveira –A pitiríase tem preferência pelas    regiões



 

















a onde a pele é mais oleosa  , principalmente pelo meio do tórax e as costas, porque o fungo alimenta-se da gordura da pele. Com o tempo, porém, a infecção pode disseminar-se e tomar o corpo inteiro, sem que a pessoa tenha qualquer sintoma.
Drauzio – Às vezes, quando nota as manchas brancas, a pessoa acha que, se tomar sol, elas desaparecerão. Isso realmente acontece?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Ao contrário, as manchas ficam mais visíveis, porque não bronzeiam como a área de pele não atacada com o fungo. Muita gente diz: ”Nossa, peguei isso na praia”, o que não é verdade. A micose já existia e foi reativada com a exposição solar.
Drauzio – Qual é o tratamento indicado para a pitiríase versicolor?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Quando a lesão não é muito extensa, indica-se tratamento local com antimicóticos associados ao uso de xampus especiais, porque o fungo se aloja também no couro cabeludo. Se for muito extensa, é necessário introduzir medicação antimicótica por via oral, por um período curto, de 5 a 10 dias.
ÁREAS DE RISCO
Drauzio – Praia é um lugar onde se pega muita micose?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – As praias podem ser ambientes muito contaminados, mas os índices de contaminação medidos periodicamente indicam apenas a presença de bactérias, em geral de coliformes fecais. Não se analisa a contaminação por fungos. Por isso, embora muitas vezes não sejam consideradas inadequadas para uso, porque estão livres de um número maior de bactérias, as praias têm fungos deixados na areia pelos próprios frequentadores e é na areia que as pessoas mais se infectam. A água do mar não é um meio favorável para a proliferação de fungos, como é a água das piscinas. Geralmente, a preocupação é com os cachorros que transitam pelas praias. Eles podem ter fungos no pelo que contaminam a areia e infectam as pessoas. Além disso suas fezes e urina transmitem o bicho geográfico, um verme que nada tem a ver com as micoses e provoca lesões que formam caminhos na pele e coçam muito.

Drauzio – Que risco correm as crianças que brincam na areia dos parques infantis?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – Essa areia pode estar contaminada por fungos, vírus e bactérias, que infectam as crianças. No caso particular dos fungos, eles podem ter sido deixados ali por outra criança ou por animais.
Drauzio – Impedir as crianças de entrar em contato com a areia é praticamente impossível. Como evitar que elas sejam infectadas por algum micro-organismo?

Zilda Najjar Prado de Oliveira – O ideal é que a areia não esteja contaminada. Como nem sempre se pode ter certeza disso, recomenda-se evitar o contato direto da pele da criança com a areia, quando ela se senta para brincar.  Há mães que tiram as fraldas dos filhos nesse momento, o que é um absurdo. Sentar numa toalha ou numa esteira pode ajudar a prevenir infecções de vários tipos.
Outra recomendação é não deixar a criança descalça por muito tempo, especialmente nas áreas mais secas da areia, onde os fungos proliferam mais facilmente.

 

Fonte:drauziovarella.com.br/


 

terça-feira, 14 de abril de 2015

VIDA DE BARRAGEIRO

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O conteúdo deste vídeo, leva até a comunidade conhecimento básicos de uma construção de usina hidrelétrica, narrando uma historia de um povo desbravador pela sua coragem de fazer parte desta imensa construção brasileira. É muito gratificante participar desta linda historia, através deste trabalhadores passei a conhecer pessoas de diferente estados  Brasileiro e pais, principalmente os haitianos com suas bravuras faz parte desta historia e narram seus costumes, e por outro lado os brasileiro narram suas historias de vida de outros países, tive a honra de conversar com vários brasileiro que trabalharam em outros países como Argentina, Angola, Uruguay, Estados Unidos, Chile etc. Quanto é importante dialogar com estas pessoas, dentro de sua sabedoria popular trás consigo um grande conhecimento, de suas funções que exerce dentro da empresa e de suas experiências adquirido em outros países. Parabéns Odebrecht. Por ter dado oportunidade a tantos brasileiro.      

Autor: Sérgio Santana de Oliveira